Se você acha que apenas quem é atendido pelo SUS (sistema único de saúde) tem problemas, enganou-se. Uma em cada 2 pessoas em Ilhéus já passaram por problemas relacionados só péssimo atendimento oferecido pela saúde no Município. Seja por atrasos de médicos, mau humor de recepcionistas ou mesmo a demora para se conseguir uma consulta.
Infelizmente, o SUS não é mais o único vilão da saúde. Pessoal incapacitado vem com uma freqüência maior do que o esperado criando situações inusitadas também para quem, a duras penas, paga para usufruir do conforto de um plano de saúde. No hospital São José, início do mês de junho, um paciente com direito a apartamento individual teve que se contentar com uma enfermaria de dois leitos e, quando a esposa questionou o fato de não haver recebido alimentação já que era acompanhante, ouviu de uma atendente “que ela a nada tinha direito, pois estava numa enfermaria e que a Unimed não cobria alimentação a acompanhantes”. Questionada sobre o fator alimentação para acompanhantes a Unimed afirmou que a alimentação é sim devida ao acompanhante.
Se você achou isso um absurdo, outro paciente que fez um procedimento para implantação de um “Duplo Jota” também no Hospital São José, recebeu em sua casa a ligação de um laboratório situado no Ed. Cidade Ilhéus sobre a coleta de um material para exame de biopsia. Detalhe, o paciente não fez coleta nenhuma e quando retornou a ligação ao laboratório soube que o resultado do exame era de um câncer. Felizmente, ele safou-se de um tratamento rigoroso desnecessário, todavia outro aguarda um laudo que pode nunca chegar e assim reduzir suas chances de cura devido a demora do início do tratamento.
Já na zona sul da cidade, pacientes tem sofrido com o despreparo de funcionários do laboratório de análises clinicas Medico Center. Uma mulher que prefere não se identificar, revelou que a cerca de dois anos atrás fez um exame de laboratório no local e, quando abriu o resultado dos exames em casa deparou-se com a ausência de alguns que haviam sido solicitados pelo médico. Recentemente, a mesma paciente passou pela mesma situação. ao abrir o envelope onde deveriam contar cerca de cinco páginas de exames havia apenas uma. Ao ligar para o estabelecimento, as funcionárias identificadas como Darlene e Vitória jogavam a ligação de uma para outra, disseram que os exames já haviam sido entregues, até por fim jogarem a ligação para o biomédico. “... fui humilhada. Este é o sentimento que eu tive quando o tal biomédico disse, (...) “ta achando ruim? Ligue para o dono do laboratório!” e bateu o telefone na minha cara. Eu não pedi favor, não fiz de graça, nem pelo SUS não foi! Foi pelo plano de saúde”
Com exames trocados, hospitais despreparados, médicos senhores de si, que sempre estão atrasados e funcionários incapacitados, a saúde de ilhéus, no sentido amplo das questões apresentadas, encontra-se em estado terminal em alguma UTI.





